Os tipos de partos – por qual optar?

O que a maior parte das mamães de primeira viagem não sabem é que não existe um tipo de parto que é melhor para todas as mulheres. A grande verdade é que existem muitas variáveis a serem consideradas para essa escolha.

Além das indicações médicas, alguns outros aspectos também devem ser refletidos, como: preparo psicológico, expectativas e desejos da mulher, opinião do companheiro, saúde materna e fetal e ainda o ambiente social.

Antes de decidir, a mulher precisa fazer um bom pré-natal e tirar todas as suas dúvidas sobre a gravidez e o parto. E assim, encontrar a melhor alternativa para o seu corpo e para o desenvolvimento do seu bebê.

Para te oferecer uma base de escolha, separamos algumas informações sobre os tipos de parto. É claro, que nada substitui a opinião de um especialista, mas vale a pena conferir.

• Cesárea

Apesar de muito utilizada atualmente, a Cesárea é um parto cirúrgico e deve ser uma opção somente para situações especiais e com indicação médica, ou seja, precisa de motivos para acontecer.

Por apresentar maiores ricos, como sangramento e infecção, o ideal é que o procedimento só ocorra nos casos em que a mãe ou bebê estão em situação de risco. Neste procedimento, a gestante recebe anestesia ráqui ou peridural, que anestesiará a gestante somente da cintura para baixo.

Depois, é feito um corte 15 cm abaixo do umbigo (porém acima da vagina), para a retirada do bebê. Então, a pele é suturada. A recuperação é mais lenta e dolorida. Por isso, a mulher deve ter um cuidado especial com a cicatrização para não ter problemas futuros, como infecções e quelóides.

• Parto a Fórceps ou por Vácuo Extrator

Esse procedimento é usado quando há algum tipo de dificuldade no canal do parto para a criança sair. Ao contrário do que era antigamente, hoje, esse instrumento alivia o trabalho de parto e evita desgastes tanto da mãe quanto do bebê.

Quando há a necessidade, o médico introduz os dois ramos do Fórceps delicadamente na vagina e ajusta-os na cabeça do bebê. Dessa forma, puxa a criança enquanto a mãe também faz força para empurrá-la, facilitando o processo.
• Parto normal

Também conhecido como parto vaginal, apesar de muito temido pelas futuras mamães é o mais indicado quando a mulher e o seu bebê não apresentam nenhuma complicação durante os nove meses de gestação, o que permite uma participação mais ativa no trabalho de parto.

No final da gestação, as contrações dão sinal para o início do trabalho de parto, quando ocorrem em intervalos regulares, menores que 10 minutos, é o alerta de que a gestante já está pronta para dar a luz, após a dilatação do colo do útero que chega ao total de 10 cm.

A anestesia que pode ser realizada durante o trabalho de parto é a peridural que alivia as dores das contrações ou anestesia local, e sob esse efeito a parturiente (a mulher em trabalho de parto), é orientada a fazer força e começa a empurrar a bebê. Assim que a cabeça da criança aparece, o médico ajuda a puxar o resto do corpo com as mãos e corta o cordão umbilical.

*Obs: dependendo da situação, pode ser necessário fazer uma episiotomia (incisão no períneo) para auxiliar a passagem do bebê no canal do parto, depois é feita uma sutura (episiorrafia).

• Parto natural

Apesar de ser muito confundido com o parto normal, o parto natural é considerado mais humanizado, não decorre a nenhum tipo de intervenção com medicamentos, como soros e ocitocinas e procedimentos como episiotomia. A função do profissional de saúde, nesse tipo de parto, é acompanhar o ritmo dos acontecimentos, intervindo somente quando necessário.

Nesse método, os desejos e necessidades da mulher são respeitados, ao contrário que muitos imaginam, o parto humanizado não é sinônimo de domiciliar. A mulher é quem escolhe o local onde dará a luz, assim como, a forma e a posição. Confira abaixo os procedimentos mais adotados no parto natural.


1. Parto de cócoras

A forma mais antiga de dar a luz ainda é a maneira mais fácil de empurrar o bebê. A gravidade puxa o peso para baixo e acelera a dilatação, e com a abertura maior da vagina e da bacia óssea, o canal de parto fica desimpedido. Normalmente, não há necessidade de anestesia neste tipo de parto, pois dói menos e dura menos tempo.

 

2. Parto na água

Nesse método, a criança nasce em contato com o ambiente em que esteve durante toda agravidez, já que viveu no líquido amniótico. Quando vem ao mundo, o bebê ainda respira pelo cordão umbilical, por isso, não corre o risco de se afogar. Para o procedimento, a água é aquecida à temperatura de 36º C, atenuando a dor das contrações. E, na maioria das vezes, não se usa nenhum tipo de anestesia.

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